sexta-feira, 11 de março de 2011

Bom dia Sol !!!!

CARIDADE CONSIGO MESMO

Discute-se muito sobre o real sentido da palavra caridade.
De que adianta nos preocuparmos em saber se somos ou se alguém é caridoso?
O que isso acrescenta ao nosso conhecimento?
As virtudes, sejam elas quais forem, são exercidas de uma forma superficial ou mais profunda, sendo que, neste caso, o portador dessas virtudes já superou a fase de questionamentos. Ele faz aquilo que o seu coração determina. E isto lhe basta...
Por isso não nos preocupemos com essa discussão inútil, pois ela não leva a lugar algum.
Façam o que acreditam ser certo, correto, independentemente do resultado alcançado ou do que possam pensar a respeito.
O verdadeiro crescimento individual está em respeitar a si mesmo e, consequentemente, ao próximo.
Quando aprendermos que a maior virtude está em nos conhecermos, compreenderemos que ainda necessitamos mudar muito nossos conceitos e as formas arcaicas de aceitarmos a vida.
A vida é uma escola e somente através dessa experiência é que determinaremos o que precisa ser transformado em nós.
Não pensem tanto em conquistar virtudes. A própria experiência lhes mostrará o que precisa ser mudado e, a partir desse vivenciar, as virtudes se tornarão um adorno que cada um carregará, sem que nem mesmo se aperceba disso.
Fiquem em paz.


Um amigo


    Resolvi postar esse poema pra q nos possamos refletir um pouco em cima das nossas experiências do dia-a-dia, para darmos valor naquilo q realmente nos acrescenta e q as pecuinhas do dia-a-dia não tenha mais aquele valor pesado q acaba nos aborrecendo e as vezes aborrecendo aquele q está do nosso lado.
Muito Obrigado Sempre!!!!
Beijos

quinta-feira, 10 de março de 2011

Para refletirmos.Retirado do blog Grupo Espírita Luz Verde.
 
Como eu desencarnei pela fome

Eu nasci num lar de fome, num país de fome.
Como foi duro chorar por um punhado de leite que nunca existiu!
Cresci em busca das sobras e dos restos de algum alimento ou animal disponível.
Sabe, podia ser qualquer um
que me fizesse a dor da fome no meu estômago parasse como uma doença crônica.
Peguei rubéola, contraí o vírus da AIDS, tive hepatite, tive fome.
Os navios traziam comida, mas ela nunca chegava à nossa aldeia.
Minhas roupas eram trapos velhos esquecidos por alguém.
Diarréia, vômitos constantes e o longo e tenebroso calafrio dos indigentes,
aqueles que nasceram para ser nada...
Meu peito era vazio de esperança, mas meu coração guardou um restinho de amor.
Conseguia olhar em volta meus irmãos e irmãs, meus vizinhos, minha vila;
e ao longe eu via a miséria em todos os lugares.
À noite eu via a promessa de gente feliz,
gente que vinha à noite pôr a mão no estômago da gente e tirar a dor,
a cólera, a pressão da cabeça, as tonturas.
Eles eram felizes (espíritos de luz),
mas eu tinha fome. A fome, moca ou moco, dá desespero, tira da gente o sentimento mais nobre que é ajudar ao próximo. Você muda, vira bicho, mas seu coração vira pedra.
A gente perde a razão
Aos sete anos a cólera me pegou, a guerra já estava bem longe, pois os meus haviam fugido
para o norte
Lama, dor, uma dor que me tirava a vontade de comer.
Não entendia como a gente pode nascer para sofrer tanto.
Minha mãe magrinha passava a mão na minha cabeça que ficou grande, pois meu corpo não crescia de tanta fraqueza, desfaleci.
Só acordei agora e vivo por entre os meus em busca de trazer a emoção da caridade.
Eu sinto e espero que você nunca possa estar no lugar que tive ou sofrer o que eu sofri,
O mundo se divide a cada dia e choro pela indiferença, pelo egoísmo, pela falta de esperança, pela miséria humana.
Mas, aprendi que Jesus é o nosso salvador e sei que ele também teve dores talvez muito maiores que as minhas. Porém, minhas mãos não podem tocá-lo. Disseram-me: ele é perfeito, vive lá no alto, bem no lugar daqueles que vivem no bem maior.

Ainda sou uma criança, mas ainda choro ao ver as outras buscando um  resto de semente para preservar um minuto a mais de vida.

Glória a Deus e a Jesus por ter me dado, moço e moça, a chance de vir no seu país, o Brasil e escrever pra vocês do quanto é triste não ter esperança; e o pior de todas as atrocidades humanas, a dor da morte com fome e do massacre da miséria.

Umbembe, um espírito de 7 anos